quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Caríssimo S. Pedro:
Sei que tem muitos assuntos com que se ocupar e lamento profundamente ter que trazer mais um peso a V. Excelência. Contudo, venho por este meio requerer que mantenha as celestiais torneiras fechadas durante este sábado, de modo a que chuva não seja um incómodo na noite do meu baile de finalistas. Até lá e depois da referida noite esteja à sua vontade para descarregar o que muito tem faltado por estas terras.
Cumprimentos de uma finalista preocupada.
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Linha das desilusões
Há um ponto sob a linha das desilusões em que deixamos de acreditar. Ao longe, podemos até fingir que não o vemos, podemos manter o sorriso, mas, se chegarmos demasiado perto, vamos recear cada passo. Por mais que saibamos que o melhor é cortar a linha, a maior vontade é a de voltar para trás.
sábado, 10 de março de 2012
Pedaços de vida #7
De cada vez que o pincel tocava a tela, via surgir-lhe o corpo. Eram as mesmas linhas que recordava em contornos que conhecia. Não deixava ver-lhe o rosto, nunca poderia fazer jus àquele olhar caloroso.
Usava sempre tons de cinzento nas figuras que recriava. Não eram marcas de luto, apenas sentia que na sua vida sem ele, a realidade não poderia ser distorcida por colorações que o tempo se encarregaria de apagar.
Umas vezes retratava-o jovem, outras, um homem maduro que não chegou a conhecer. Enquanto o pintava, acreditava na sua presença ali. Não importava que não fosse real. Naquele curto intervalo de tempo, ele voltava para ela, agarrando-se à vida, para depois se esbater em sombras na cruel passividade dos contornos pretos que enchiam a tela branca.
A sensação de absurdo sugava-lhe a felicidade e ela redesenhava as saudades.
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